EBC comemora Dia do Radialista
Os programas de rádio da EBC começaram hoje de um jeito diferente: recebendo de seus ouvintes mensagens de parabéns e agradecimentos pelos encontros realizados com o objetivo de transmitir notícias, informações, diversão, carinho e atenção. A iniciativa ocorreu devido à data, 7 de novembro, que, desde 2006, em homenagem ao nascimento do músico e radialista Ary Barroso, é conhecida como o Dia do Radialista.
Atualmente, a EBC conta com sete canais de rádio ( Nacional FM Brasília, Nacional Rio AM, Nacional Alto Solimões, Nacional Brasília AM, Nacional Amazônia, MEC FM – Rio e MEC AM – Rio ) e mais de 150 programas. A programação é pensada e produzida por centenas de profissionais lotados em Brasília, Rio de Janeiro, Tabatinga e Amazônia.
“Em nossos canais e programas, buscamos sempre renovar e nunca deixar de lado a emoção. É dessa maneira que mantemos as nossas rádios vivas, sete dias por semana, 24 horas por dia. Muitos já pregaram o fim desse veículo fantástico. Foi assim quando acompanhamos a criação da televisão e, depois, com a chegada da internet. Mas, muito pelo contrário, tivemos um grande ganho. A internet, principalmente, chegou para ampliar ainda mais o nosso trabalho. Se ontem a gente era ouvido somente pelo Distrito Federal, hoje temos audiência no mundo todo. Mas nos compete, sempre, atualizar ferramentas e iniciativas para conquistar cada vez mais o público”, ressalta Valter Lima, radialista e gerente executivo de Programação de Rádio.
Outro segredo adotado pelos radialistas, segundo Artemisa Azevedo, é colocar o ouvinte em primeiro lugar. Para a coordenadora da Rádio Nacional da Amazônia , o público sintoniza o canal esperando ouvir algo do seu interesse. “Nada mais gratificante quando recebemos um recado de que estamos no caminho certo. É motivador ouvir que a vida de alguém mudou por causa do nosso trabalho ou que alguém fez jornalismo, pois se inspirou em você. E é importante destacar também que nós aprendemos muito com eles”.
Ainda sobre os ouvintes, Artemisa lembra que eles acabam fazendo parte fundamental da equipe que prepara os programas. “Não temos só o profissional da voz. Contamos com profissionais das áreas técnica, operacional, produção, jornalística, web, telefonia etc. Toda essa gama não aparece, mas é indispensável para o trabalho ir ao ar. E nessa equipe, não podemos esquecer o papel do ouvinte. Ele é importante para nos sugerir pautas, nos posicionar, dar retorno”, explica.
De cara com o ouvinte
Com quase 30 anos de rádio, Andrea Quintiere afirma que a profissão continua sendo “uma grande magia” e não se enxerga fazendo outra coisa. “Este é um trabalho emocionante e viciante. Muitas pessoas não têm acesso aos jornais e TV. Então, temos esse papel de fazer a informação chegar pelas ondas do rádio. E, mais do que isso, conseguimos levar até eles o que realmente precisam. Já tivemos aqui no ar, por exemplo, a doação de uma cadeira de roda e a marcação de uma consulta médica. Dessa forma, estamos certos de que ajudamos a melhorar a qualidade de vida da população.”
E tudo se torna ainda mais emocionante, como afirma a Integrante da Rádio Nacional AM , quando acontece o encontro, ao vivo, entre o profissional e o ouvinte. “Eles sabem a nossa voz, mas não o nosso rosto. Quando surge a oportunidade de uma visita aos estúdios, ficam impressionados. A gente vira uma espécie de ídolo, né? Eles ficam surpresos quando percebem que, fisicamente, somos completamente diferentes do que imaginavam”, conta.
Promovendo encontros
Na Rádio Nacional Amazônia , Sula Sevillis promove um verdadeiro ponto de encontro. A radialista e o público contam os segundos para o programa ir ao ar. “Criamos esse momento para dar vasão aos recados das pessoas que vivem no interior do Brasil e precisam mandar um recado ou ter notícias de outras cidades. O nosso papel principal é aproximar as pessoas”, conta.
O programa, criado 31 anos atrás, foi uma forma de ajudar as pessoas que mandavam cartas para a produção. “Existem filhos procurando os pais, pessoas pedindo informações de um amigo ou mandando um simples recado para o irmão. Não são todas as mensagens que têm a sorte de uma resposta, mas, por ano, temos uma média de 50 reencontros de família”, comemora Sula.
Na Trilha da História
Buscando sempre inovar e renovar a programação, a EBC vai lançar em novembro o programa Na Trilha da História . O encontro com a apresentadora Isabela Azevedo vem para promover um bate-papo, com trilha sonora, sobre as histórias do Brasil e do mundo.
Semanalmente, um convidado será entrevistado a respeito de um período ou personagem histórico, destacando curiosidades raramente ensinadas em sala de aula.
O programa vai ao ar todo domingo, às 23h, pela Rádio Nacional FM Brasil e pela Rádio Nacional AM Brasília, e às 14h pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro.