Programa Especial revela o trabalho de inclusão da escola de samba Embaixadores da Alegria
Em clima de folia, o Programa Especial deste sábado (6), às 12h30, na TV Brasil, visita a Cidade do Samba, no Rio de Janeiro. Os repórteres José Luiz Pacheco e Fernanda Honorato conhecem alguns integrantes da escola de samba Embaixadores da Alegria, formada por pessoas com e sem deficiência. A atração ainda mostra o trabalho de uma escola de frevo, no Recife.
Para saber um pouco mais sobre a proposta da Embaixadores da Alegria, Fernanda Honorato conversa com Paul Davies, um dos fundadores da escola de samba que abre o Desfile das Campeãs. Ele fala sobre o emocionante trabalho da agremiação no combate à discriminação.
“São 10 anos de sucesso. Em 2016, a gente vai desfilar com cerca de 1700 foliões, sendo que talvez 1200 tenham algum tipo de deficiência. A escola reúne pessoas cadeirantes, sem perna, cegas, anões, gente que tem todos os tipos de deficiência, intelectual e física. A Embaixadores da Alegria mostra exatamente que não deveria ter preconceito. Se você vê uma pessoa que tem algum tipo de deficiência, que desfila com alegria os 650 metros da Sapucaí, é impossível não se emocionar”.
Zé Luiz Pacheco entrevista Elisabeth Marge, uma das passistas mais antigas da escola. Animada, a cadeirante conta a experiência de desfilar na Sapucaí.
“A Embaixadores da Alegria é uma escola que acolhe. Gosto de ver aquele Sambódromo cheio, totalmente lotado. É importante ter o reconhecimento, notar que respeitam o nosso trabalho e aplaudem. Como é uma escola inclusiva, ela não reúne só de deficientes. As pessoas que são a favor da inclusão podem vir também brincar conosco”, convida.
Lincoln é Mestre Sala e Vivi passista da Embaixadores da Alegria. A repórter Fernanda Honorato bate um papo sobre a trajetória deles na escola. “A minha história dentro da Embaixadores da Alegria começou há um bom tempo. A escola não é só no Carnaval: existe a oficina, a feijoada e outros momentos para reunir a família. Então não é só aquele momento da folia e isso faz a diferença”, explica Vivi.
O cenógrafo Luciano Moreira comenta sua atuação na Embaixadores da Alegria. “O carnavalesco é responsável por toda a concepção visual, artística da escola desde a composição do enredo. A atividade tem influência em outros segmentos da escola. Se na bateria, por exemplo, o carnavalesco cria uma concepção visual que atrapalhe a cadência, ele está prejudicando aquele quesito. O profissional precisa pensar em todo o processo, não só artístico, mas como aquela concepção vai fluir na Avenida, tecnicamente”.
No Recife, a equipe do Programa Especial mostra uma escola de frevo inclusiva em que crianças e jovens com algum tipo de deficiência aprendem a dança. Anna Miranda, Diretora da entidade, Anna Miranda explica como funciona o projeto.
“A escola de frevo já existe há 18 anos e busca a inclusão de pessoas com deficiências motoras e cognitivas. O frevo tem uma ligação direta com alegria. É uma música explosiva. Então, a gente trabalha as qualidades físicas do indivíduo com a dança: ritmo, agilidade, flexibilidade e coordenação”, destaca.
Serviço:
Programa Especial – sábado (6), às 12h30, na TV Brasil.