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Caminhos da Reportagem debate os traumas da inocência perdida nesta quinta (4)

03/05/2017
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17:29
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Programa aborda os efeitos do cotidiano de insegurança na formação dos jovens

O programa Caminhos da Reportagem analisa os problemas da violência urbana e destaca como a infância está perdendo sua inocência na edição desta quinta (4), às 22h, na TV Brasil. A atração jornalística discute as consequências de rotina de insegurança para o futuro de crianças e adolescentes.

O medo da violência, que assombra os moradores das grandes cidades, tem afetado a juventude cada vez mais cedo. A sensação é de que não há mais lugar seguro. Até as escolas, refúgios de proteção mesmo em áreas consideradas de conflito, têm sido palco de crimes e tragédias.

No fim de março, a morte da estudante Maria Eduarda , em Acari, na Zona Norte do Rio de Janeiro, expôs o cotidiano de violência vivido por muitos adolescentes moradores de regiões pobres. No programa desta semana, alunos, professores e especialistas em educação e saúde discutem os efeitos do sentimento de insegurança no dia a dia e como garantir que os direitos de meninos e meninas sejam garantidos e preservados onde quer que eles estejam.

Apenas no município do Rio, segundo levantamento da Secretaria Municipal de Educação, nos primeiros 22 dias do ano letivo, escolas fecharam 65 vezes, em diferentes bairros da cidade, por causa de tiroteios. Marcadas pelas balas e pelo medo, essas instituições de ensino lutam para continuar existindo e oferecendo às crianças uma perspectiva melhor.

"Se você perguntar numa das minhas classes, quem já perdeu aqui um familiar assassinado ou de bala perdida, quase todos levantam a mão", afirma Yvonne Bezerra de Mello, fundadora do projeto Uerê, no complexo da Maré.

Projetos como o de Yvonne, que atende crianças vítimas de violência, mostram-se necessários e urgentes. Também pela via da cultura e da arte muitos adolescentes mostram que conseguiram transformar a realidade em que estão inseridos. É o caso dos meninos do Teatro da Laje ou da Orquestra Maré do Amanhã.

Não são apenas as classes sociais mais pobres, no entanto, que sofrem os impactos da violência. O problema é de todos. Por parte do poder público, o diagnóstico dos especialistas é que ainda há muito avançar. "Resolver isso não se dá como um passe de mágica, mas se trata de um sistema amplo de proteção que tem de ser melhorado", defende Adriana Alvarenga, coordenadora da Unicef em São Paulo.

Serviço:
Caminhos da Reportagem – quinta-feira (4), às 22h00, na TV Brasil.