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TV Brasil reexibe finalista do VI Prêmio República de Valorização

25/07/2018
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14:04
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Edição investiga  os perigos da internet para crianças e jovens

James e Nádia acompanham todo o conteúdo acessado pelas filhas na internet

Na quinta, dia 26, às 21h45, o Caminhos da Reportagem investiga o mundo dos desafios perigosos, cyberbullying e superexposição. Os conteúdos, cada vez mais comuns na Internet, colocam em risco a vida de crianças e adolescentes. O programa, de abril de 2017, esteve entre os finalistas do VI Prêmio República de Valorização do Ministério Público Federal, na categoria "Jornalismo – TV".

Dados sobre acidentes relacionados a desafios perigosos na Internet ainda são escassos no Brasil. Mas, uma pesquisa do Instituto Dimicuida – que orienta e combate esses desafios na Internet – mostra que das 17 pessoas que morreram no país tentando praticar algum desafio, sete eram de Fortaleza. O Caminhos da Reportagem foi à capital cearense e conversou com famílias que vivem com essa dor e lutam para alertar sobre os perigos dessa prática.

Demétrio Jereissati fundou o Instituto Dimicuida após seu filho Dimitri, de 16 anos, falecer ao praticar o “desafio da asfixia” (ou “choking game”), em que um jovem provoca sua própria asfixia até desmaiar, transmitindo o feito ao vivo ou o postando na Internet depois.

“No momento do acontecido, a gente não sabia sequer da existência do jogo ou o que tinha motivado essa prática”, conta Demétrio. “Tentando buscar conhecimento e compreensão, nós chegamos a essa prática e, ainda, a uma coisa muito mais assustadora: o quanto ela é comum, o quanto é praticada não só no Brasil, mas em todo o mundo e o quanto ainda é desconhecida.”

Cleyton conta que o filho se queimou ao participar de um desafio online

Além dos desafios, o discurso de ódio está cada vez mais presente na rede. Pesquisa do Comitê Gestor da Internet revela que, em 2015, quatro em cada dez crianças e adolescentes usuários de Internet no Brasil declararam ter visto alguém ser discriminado no meio virtual até um ano antes, o que equivale a 9,3 milhões de pessoas.

Estudo da ESPM Media Lab mostra que 48 dentre os cem canais de maior audiência no Brasil têm conteúdo direcionado ou consumido por crianças de zero a 12 anos. A pesquisadora Luciana Correia acredita que os pais devem se aproximar e acompanhar o que os filhos estão assistindo. “Em vez de falar 'abaixa o volume, não quero mais ouvir esse youtuber, não quero mais ouvir esse aplicativo, abaixa isso!', costumo dizer: 'tira o fone e aumenta o som, eu quero estar perto, eu quero entender o que você está fazendo'.”

Alana Victoria tem canal no Youtube e conta com a ajuda da mãe para gravar vídeos


Serviço:
Caminhos da Reportagem – “Geração digital: em busca de likes”.
Quinta-feira, 26 de julho, às 21h45, na TV Brasil.
60 min.