Cineasta Walter Carvalho fala sobre novo documentário no Estúdio Móvel da TV Brasil

Publicado em 10/10/2016 - 15:49 e atualizado em 10/10/2016 - 16:36
Diretor e fotógrafo conta como surgiu a ideia de fazer um filme sobre poesia

O programa Estúdio Móvel recebe o premiado fotógrafo e cineasta Walter Carvalho para um papo sobre cinema e poesia comLiliane Reis nesta terça (11), às 19h30, na TV Brasil. Na pauta da conversa, o novo documentário do diretor "Manter a linha da cordilheira sem o desmaio da planície" sobre o poeta Armando Freitas Filho, conhecido pelos seus grandes poemas e manuscritos.
 
Com uma trajetória de mais de quatro décadas de dedicada à sétima arte, Walter Carvalho já realizou mais de 70 filmes em diversas funções no set, como operador de câmera, diretor de fotografia, assistente de direção e cineasta. Durante a entrevista para Liliane Reis no Estúdio Móvel, ele explica o que o atraiu para esse universo do cinema e a motivação para fazer um longa sobre poesia.
 
"Um dos motivos do interesse é ser leitor de poesia. Além disso, o Armando é meu amigo e conheço um pouco da poesia dele", conta Walter Carvalho que, durante sete anos, filmou a trajetória do autor observando sua rotina de escrita.
 
A partir dessa vivência, o diretor revela como busca investigar a origem dos textos literários em sua nova produção. "Sempre me pergunto como nasce um poema. Um poeta pega ônibus? Vai no banco? Paga uma conta de luz? Tem tarefas domésticas? Ao meu ver o poeta é uma pessoa que flutua. Mas isso é algo da minha imaginação. Esse era um dos aspectos que eu gostaria de saber através do meu contato com o Armando", explica Walter Carvalho na TV Brasil.
 
O longa "Manter a linha da cordilheira sem o desmaio da planície" já participou de vários festivais de cinema, mas ainda não foi lançado oficialmente no circuito. O documentário acompanha o processo criativo e a rotina do poeta Armando Freitas Filho, autor de diversas obras premiadas como os livros "Dever" (2013), "Lar" (2009), "Raro mar" (2006), "Máquina de Escrever" (2003), "Fio Terra" (2000) e "3x4" (1985), vencedor do Prêmio Jabuti. Com mais de cinco décadas de carreira, o organizador da obra de Ana Cristina César estreou na literatura em 1963 com "Palavra".
 
Serviço
Estúdio Móvel – terça-feira (11), às 18h30, na TV Brasil
 

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