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Indígenas suspeitam que ataques possam ter sido de fazendeiros da região.

Imagem: Wilson Dias/ABr

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Funai não consegue intermediar conflito de terra em Mato Grosso do Sul por falta de acompanhamento policial

Criado em 04/09/12 18h18 e atualizado em 04/09/12 18h46
Por Agência Brasil Edição:Lana Cristina Fonte:

Guarani Kaiowá
Os índios guarani kaiowá e nhandeva ocuparam nesta segunda-feira a fazenda Jatobá, declarada propriedade indígena em abril de 2000. (Foto: Wilson Dias / ABr)

Brasília – Os técnicos da coordenadoria regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, ainda não conseguiram chegar à Fazenda Jatobá, ocupada por índios desde a manhã de ontem (3). Segundo o coordenador da unidade da Funai, Sílvio Raimundo, a Polícia Federal não respondeu à solicitação de escolta feita pela fundação.

O coordenador atribui a demora da resposta  à greve dos agentes de segurança. Ante a demora, uma nova solicitação de acompanhamento foi feita hoje (4) à Força Nacional de Segurança Pública.

Sílvio Raimundo aguarda a resposta do Ministério da Justiça, órgão que coordena as ações da força policial, e espera que, na manhã desta quarta-feira (5), possa ir até o local. Ainda segundo ele, o acompanhamento da Força Nacional de Segurança é necessário para garantir a segurança dos funcionários da Funai.

Os índios guarani kaiowá e nhandeva ocuparam nesta segunda-feira a fazenda Jatobá, instalada em área de cerca de 4 mil hectares declarada propriedade indígena em abril de 2000. A propriedade fica a cerca de dez quilômetros do centro de Paranhos (MS), perto da fronteira com o Paraguai.

Segundo o representante dos índios, a ocupação é um protesto contra a demora na conclusão do processo de demarcação da área e na retirada dos não índios da Terra Indígena Potrero Guasu.

Procurados pela Agência Brasil, a Polícia Federal e o Ministério da Justiça não se pronunciaram até o encerramento desta reportagem.


Edição: Lana Cristina
 

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