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Saiba quem são as atletas com chance de medalha nos Jogos de 2016

Criado em 13/03/15 19h49 e atualizado em 16/03/15 19h55
Por Nathália Mendes Edição:Leyberson Pedrosa Fonte:Portal EBC

Não faz muito tempo que uma mulher brasileira subiu no pódio olímpico pela primeira vez. E não foi uma só, mas duas. As pioneiras foram Jacqueline Silva e Sandra Pires, dupla do vôlei de praia, que levou a medalha dourada nos Jogos Olímpicos de 1996, em Atlanta. Apenas em 2008 que a tão desejada medalha de ouro feminina em prova individual foi conquistada, com Maurren Maggi, no salto em distância. Também na edição de Pequim, a judoca Ketleyn Quadros garantiu a primeira medalha individual do esporte feminino brasileiro.

 

Quem abriu as portas dos Jogos Olímpicos para várias gerações de esportistas brasileiras foi a nadadora Maria Lenk. Ela não foi apenas a primeira mulher brasileira, mas a primeira mulher sul-americana a participar de uma olimpíada. De lá para cá, a presença feminina aumentou substancialmente: em Londres, quase metade (47%) da delegação brasileira era formada por mulheres. Das 108 medalhas que o país conquistou após 21 edições, 20 foram garantidas por elas, em esportes coletivos e individuais.

 

Em 2016, as atletas brasileiras terão mais uma chance de escreverem seus nomes na história do esporte olímpico. O Portal EBC listou veteranas, revelações e promessas que podem trazer medalhas para o Brasil nas Olimpíadas do Rio de Janeiro. Algumas destas são grandes favoritas; outras, podem surpreender; já algumas estão longe do pódio, mas estão ganhando alguma projeção no cenário internacional. Todas as modalidades olímpicas estão listadas e a relação não é definitiva, já que a maioria ainda precisa confirmar a vaga nas competições qualificatórias ou se manter entre as melhores ranqueadas do mundo. Mas os resultados e a performance de cada uma aumentam a possibilidade de ver várias delas com uma medalha no peito no próximo ano:

 

Atletismo | Badminton | Basquete| Boxe | Canoagem Slalom | Canoagem Velocidade | Ciclismo BMX | Ciclismo de Estrada | Ciclismo de Pista | Ciclismo Mountain Bike | Esgrima | Futebol | Ginástica Artística | Ginástica de Trampolim | Ginástica Rítmica | Golfe | Handebol | Hipismo | Hóquei sobre a grama | Judô | Levantamento de peso | Luta Olímpica | Maratonas Aquáticas | Nado sincronizado | Natação | Pentlato Moderno | Pólo Aquático| Rugby | Tênis de Mesa | Tiro Esportivo | Tiro com Arco | Triatlo | Vela | Vôlei | Vôlei de Praia | Remo | Saltos Ornamentais | Taekwondo | Tênis

 

ATLETISMO

Fabiana Murer

É o principal nome do atletismo brasileiro no momento. A saltadora voltou a vencer a Liga Diamante no ano passado, vencendo quatro das seis etapas da competição que reúne as melhores atletas do mundo. Campeã mundial tanto em pista coberta quanto descoberta, com duas participações em Olimpíadas, Fabiana terminou a temporada passada como líder do ranking mundial no salto com vara.

 

Fabiana Murer, saltadora
Crédito: Agência Luz/BM&FBOVESPA

 

BADMINTON

Lohaynny e Luana Vicente

As irmãs Lohaynny e Luana Vicente foram vice-campeãs no torneio de duplas do Campeonato Pan-Americano. Lohaynny fez história ao figurar na melhor posição de uma atleta brasileira no ranking mundial da modalidade, alcançando o 60º lugar.

 

BOXE

Adriana Araújo e Clelia Marques da Costa

Medalha de bronze nos Jogos de Londres, Adriana Araújo está de volta à seleção feminina de boxe depois de um ano de rompimento com a confederação do esporte. Além do retorno da primeira medalhista do boxe olímpico, o boxe feminino também é representado por Clélia Costa, que levou a medalha de bronze na categoria até 51kg no Campeonato Mundial do ano passado.

 

CANOAGEM SLALOM

Ana Sátila

Atleta mais jovem da delegação brasileira em Londres, Ana competiu na canoagem slalom com 16 anos e ficou em 13º lugar. Foi campeã mundial júnior na categoria K1 e quarta colocada na C1. No Mundial adulto de Maryland (EUA), em 2014, Ana não avançou para a final por centésimos, terminando em 11º lugar. Ela encerrou a temporada indicada ao prêmio de melhor atleta júnior da canoagem mundial.

 

Ana Sátila, canoísta brasileira
Crédito: CBCa / Divulgação

 

CANOAGEM VELOCIDADE

Ana Paula Vergutz

Campeã brasileira mais de dez vezes e heptacampeã sul-americana, Ana Paula Vergutz, de 25 anos, chegou à final B do K1 Feminino Sênior 500 metros no campeonato mundial de canoagem velocidade, em Duisburg (ALE) em 2013 e levou o bronze no Pan-Americano da modalidade . A atleta foi apontada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) como uma das atletas com potencial para os Jogos de 2016, e contemplada com uma bolsa.

 

CICLISMO BMX

Priscilla Stevaux Carnaval

A campeã brasileira é a atleta de bicross mais bem colocada no ranking mundial: aparece em 18º lugar na lista. Na Copa do Mundo de BMX Supercross de 2014, Priscilla avançou até as semifinais, completando a prova em 11º lugar. A brasileira, que compete com homens em etapas nacionais, coleciona títulos sul-americano, pan-americano e europeu.

 

CICLISMO DE ESTRADA

Clemilda e Janildes Fernandes

Juntas, as experientes irmãs trazem na bagagem cinco participações em Olimpíadas. Janilde esteve em Sidney (2000), Atenas (2004) e Londres (2012) e Clemilda, em Pequim (2008) e Londres. O currículo das duas é recheado de títulos nacionais e internacionais e elas fazem parte da seleção feminina de ciclismo de estrada.

 

CICLISMO DE PISTA

Gabriela Yumi

Medalha de prata na prova de velocidade e ouro na prova de Keirin no Pan-americano Júnior, Gabriela é a melhor colocada no ranking mundial na prova do ciclismo olímpico que consiste em oito voltas na pista de 250m. No ano passado, a ciclista de 19 anos, venceu a Irish International Track GP, estabelecendo novo recorde na pista.

 

CICLISMO MOUNTAIN BIKE

Isabella Lacerda e Raiza Goulão

Raiza Goulão, é atualmente a melhor ciclista da América do Sul no ranking mundial do cross country. Ela aparece na 37ª posição. Isabella Lacerda está em 41°. A dupla domina as principais provas nacionais e sul-americanas. No ano passado, Raiza garantiu o melhor resultado para o Brasil em um mundial da modalidade, com o 37º, além de ser a melhor brasileira no Campeonato Pan-Americano. Em 2015, a goiana de Pirenópolis já faturou o Troféu Brasil e o Aberto de Noa, na Argentina.

 

ESGRIMA

Gabriela Cecchini

Com apenas 15 anos, Gabriela fez história ao garantir a segunda medalha da esgrima brasileira em mundiais: o bronze veio no Mundial cadete de 2013. Nos Jogos Olímpicos da Juventude, parou nas quartas de final. Ela já foi campeã pan-americana e sul-americana em sua categoria, e é apontada como uma das esperanças da esgrima brasileira neste e no próximo ciclo olímpico.

 

GINÁSTICA ARTÍSTICA

Flávia Saraiva e Rebeca Andrade

Rebeca Andrade
Rebeca Andrade. Crédito: CBG / Divulgação

Apesar da equipe brasileira de ginástica artística ainda ser capitaneada por nomes como os de Jade Barbosa e Daniela Hypólito, a nova geração de atletas, com Rebeca Andrade e Flávia Saraiva, mostra que o Brasil tem tudo para continuar se destacando no cenário internacional. Nos Jogos Olímpicos da Juventude, Flávia faturou a medalha de prata no individual geral, a prata na trave e o ouro no solo. Rebeca Andrade, que ficou de fora da competição de Nanquim por conta de uma lesão no pé, venceu o Troféu Brasil com apenas 13 anos e coleciona conquistas na categoria juvenil, como o campeonato nacional e o pan-americano.

 

Flávia Saraiva
Flávia Saraiva. Crédito: CBG / Divulgação

 

GINÁSTICA DE TRAMPOLIM

Giovanna Matheus

Uma das melhores atletas brasileiras na ginástica de trampolim chegou longe no Mundial do ano passado: Giovanna ficou como terceira reserva, no 27º lugar, a três posições de se garantir na semifinal – algo jamais alcançado por brasileiros no esporte. No Pan do Rio, em 2007, Giovanna garantiu a medalha de bronze. Os resultados do ciclo olímpico para Londres deixaram-na muito perto de conseguir a inédita classificação do Brasil para uma Olimpíada, mas ela acabou ficando de fora.

 

GINÁSTICA RÍTMICA

Angélica Kvieczynski

Angélica é o principal nome da ginástica rítmica do Brasil: a atleta é hexacampeã brasileira, bicampeã dos Jogos Sul-Americanos e foi a primeira a conquistar uma medalha no individual geral em Jogos Pan-Americanos: em 2011, em Guadalaraja, faturou três ouros e uma prata. No Mundial de 2013, em Kiev, na Ucrânia, Angélica ficou com o 33º lugar. No Mundial do ano passado, prejudicada por um erro administrativo da confederação – que a inscreveu apenas em dois dos quatro aparelhos –, apareceu em 112º lugar.

 

Angélica Kvieczynski
Crédito: CBG / Divulgação

 

GOLFE

Miriam Nagl e Luciane Lee

Com dupla nacionalidade – brasileira e alemã – a golfista Miriam Nagl optou por defender o país de olho na vaga olímpica que o Brasil faz jus como sede olímpica. Miriam é a brasileira melhor colocada no ranking mundial, aparecendo em 616° lugar. Fora do circuito profissional desde que engravidou e teve sua primeira filha, Miriam só deve voltar à competição em maio. A paulista Luciane Lee, que estreou como profissional em fevereiro passado com um quarto lugar no Gateway Classic, torneio do Symetra Tour, é a 716ª colocada na lista, entrando na briga para representar o Brasil.

 

HIPISMO

Luiza Almeida

No hipismo, homens e mulheres disputam a mesma prova, em igualdade de condições. A amazona Luiza Almeida é o destaque feminino no hipismo adestramento. Nos Jogos Mundiais Militares de 2011, Luiza foi ouro no individual e prata na prova por equipes. No Pan de 2007, no Rio, ficou com a medalha de bronze na competição por equipe e, quatro anos depois, em Guadalajara, obteve o quinto lugar. Foi a primeira sul-americana a chegar a uma final de Copa do Mundo – em 2009, na Holanda.

 

JUDÔ

Mayra Aguiar

Líder do ranking mundial na categoria até 78kg, Mayra é a maior medalhista brasileira em mundiais de judô, com quatro conquistas: ouro em Chelyabinsk, na Rússia, em 2014, prata em Tóquio, em 2010, e bronze no Rio de Janeiro, em 2013 e em Paris, em 2011. Nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, também na categoria meio-pesado, Mayra ficou com a medalha de bronze. E tudo isso com apenas 23 anos.

Mayra Aguiar no Mundial de Chelyabinsk
Crédito: CBJ / Divulgação

 

LEVANTAMENTO DE PESO

Jaqueline Ferreira

Depois de doze anos de ausência das provas olímpicas, as brasileiras voltaram a competir no levantamento de peso graças ao esforço de Jaqueline. Mas ela foi além: em Londres, ela cravou o melhor resultado do país na modalidade, levantando, ao todo, 230kg, sendo 128kg no arranco e 102kg no arremesso, garantindo o recorde e a histórica oitava colocação na categoria até 75kg. No Mundial do ano ano passado, ela foi a melhor brasileira, terminando em 11º lugar em sua categoria, com 100kg no arranque e 130kg no arremesso, totalizando 230kg.

 

LUTA OLÍMPICA

Aline Silva

Aline virou o maior expoente da luta olímpica brasileira depois de uma façanha: conquistou a primeira medalha brasileira em um campeonato mundial do esporte. Ela foi prata na categoria olímpica até 75kg da Luta Feminina em Tashkent, no Uzbequistão.

 

MARATONAS AQUÁTICAS

Poliana Okimoto / Ana Marcela Cunha

Na temporada passada, Ana Marcela Cunha foi tricampeã da Copa do Mundo das Maratonas Aquáticas de forma brilhante: subindo no pódio em todas as etapas. Foram cinco ouros, uma prata e dois bronzes. O desempenho no ano rendeu à Ana Marcela o título de melhor atleta de maratonas aquáticas do mundo em 2014. Além de Ana Marcela, o Brasil também conta com Poliana Okimoto, atual campeã mundial da maratona aquática. Machucada, Poliana ficou de fora de parte do circuito mundial do ano passado, mas está confirmada para o Mundial de Esportes Aquáticos de Kazan.

Poliana Okimoto e Ana Marcela Cunha
Ana Marcela Cunha (esquerda) e Poliana Okimoto (direita). Crédito: Satiro Sodré / SSPress / Divulgação

 

NATAÇÃO

Etiene Medeiros

Ao vencer a prova dos 50m costas no Mundial de piscina curta do Catar, disputado no ano passado, Etiene tornou-se a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha de ouro em um campeonato mundial de natação. Na prova que rendeu o título, Etiene estabeleceu o recorde mundial e superou a “Dama de Ferro” Katinka Hosszú, fenômeno húngaro das piscinas. Em Doha, Etiene também faturou a medalha de ouro no revezamento 4x50 m medley misto e o bronze no revezamento 4x50 m livre misto.

 

Etiene Medeiros, nadadora brasileira
Crédito: Satiro Sodré / SSPress / Divulgação

 

PENTATLO MODERNO

Yane Marques

A pernambucana de 31 anos é única latino-americana medalhista olímpica no pentatlo moderno. Em 2012, nos Jogos de Londres, Yane levou o inédito bronze na modalidade que combina esgrima, natação, hipismo, corrida e tiro esportivo. Grande nome do pentatlo moderno nacional, Yane também foi vice-campeã mundial em 2013, medalha de ouro no Pan de 2007 e prata no Pan de 2011l. É a 11ª colocada no ranking mundial.

 

TÊNIS DE MESA

Caroline Kumahara

A mesatenista de 19 anos é a melhor mesatenista olímpica da América Latina, ocupando o 121º lugar no ranking mundial. Com apenas 17 anos, conquistou uma das mais importantes vitórias da história do tênis de mesa feminino, ao superar a então nona melhor tenista do ranking mundial pela Copa do Mundo por equipes – a japonesa Kasumi Ishikawa, que hoje é a quarta colocada na lista. Caroline defendeu o Brasil nos Jogos Olímpicos de Londres e detém títulos nas categorias mirim, infantil, juvenil e agora, começa a ganhar suas primeiras conquistas nacionais e internacionais entre os adultos.

 

TIRO ESPORTIVO

Daniela Carraro

Daniela Carraro é a única atiradora de elite no skeet feminino. Como o Brasil tem vaga assegurada na modalidade por ser país-sede, Daniela pode se garantir nas Olimpíadas. A campeã nacional ficou com o terceiro lugar no Campeonato das Américas, disputado no México, em outubro de 2014, e o ouro nos Jogos Sul-Americanos.

TIRO COM ARCO

Sarah Nikitin

Em 2013, Sarah Nikitin chegou nas quartas de final de um mundial de tiro com arco, algo que nenhum arqueiro brasileiro havia conseguido. Ela foi a primeira brasileira a ultrapassar a barreira dos 1.300 pontos no arco recurvo, quebrando o recorde nacional e cravando 1.305 pontos. Junto com Marcus Vinícius D'Almeida, Sarah levou medalha de prata na etapa da Copa do Mundo de Tiro com Arco na categoria recurvo, disputada em Cali, na Colômbia – foi a primeira vez que uma dupla do país faturou uma medalha por equipes mistas, em uma prova que ainda não está no programa olímpico.

 

TRIATLO

Pâmela Oliveira

Em 13º lugar no ranking mundial, Pâmela é o destaque do triatlo brasileiro. Pâmela representou o país nos Jogos Olímpicos de Londres, quando, apesar de ter sofrido uma queda na prova de ciclismo, terminou a prova em 30º lugar. Medalha de bronze nos Pan-Americanos de Guadalajara, Pâmela foi ouro em Huatulco, no México, em etapa da Copa do Mundo de Triatlo, em maio de 2013.

 

VELA

Martine Grael e Kahena Kunze

Em setembro do ano passado, a dupla sagrou-se campeã mundial na classe 49er FX – o primeiro mundial feminino da história da vela brasileira. Martina e Kahena são líderes do ranking mundial e juntas, enfileiraram títulos na temporada passada: as duas venceram as etapas de Hyeres e Palma de Mallorca da Copa do Mundo, o Aquece Rio, evento-teste dos Jogos Rio 2016, a semana olímpica de Garda, na Itália, e foram eleitas as melhores velejadoras do mundo pela Federação Internacional de Vela (Isaf).

 

REMO

Fabiana Beltrame

A veterana, eleita seis vezes a melhor remadora do país pelo Comitê Olímpico do Brasil, já foi a três Olimpíadas – em 2004, em Atenas, foi a primeira remadora feminina a estrear nos Jogos Olímpicos. Fabiana é pioneira em vários aspectos: levou a primeira medalha brasileira em um campeonato mundial de remo, garantiu a primeira medalha do remo feminino em um Pan-Americano e foi a primeira atleta brasileira a vencer uma prova da Copa do Mundo, também em 2011. Mas todos estes resultados foram obtidos em uma categoria que não faz parte do programa olímpico: o single skiff peso leve. Nos Jogos, Fabiana pode competir no single skiff ou no double skiff peso leve, com alguém que a acompanhe. A remadora promete se aposentar depois do Rio 2016.

 

SALTOS ORNAMENTAIS

Juliana Veloso

Juliana foi a primeira medalhista em Jogos Pan-Americanos nos saltos ornamentais, com conquistas nos Jogos de Santo Domingo, em 2003, e no do Rio de Janeiro, em 2007: ela é prata e bronze na plataforma de 10m e bronze no trampolim de 3m. Juliana é a principal referência feminina no esporte: seu currículo traz participações em quatro Olimpíadas e uma final de campeonato mundial, em Fukuoka (Japão), em 2000 – feito inédito para uma saltadora brasileira.

TAEKWONDO

Iris Tang Sing

Iris compete em dois pesos: na até 46kg, onde visa um título mundial, e na 49kg, de olho em uma medalha olímpica. A taekwondista começou o ano entre as três melhores do mundo na categoria mais leve e no sexto lugar no ranking olímpico. Iris venceu o Campeonato Pan-Americano de Taekwondo na categoria até 46kg, competiu no Grand Prix Final, que reúne as oito melhores atletas de cada categoria na temporada e já assegurou vaga nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, vencendo sua luta nas seletivas de Aguascalientes.

 

TÊNIS

Teliana Pereira

No ano passado, a tenista número 1 do Brasil – atualmente, é a 140º no ranking mundial – esteve nas chaves principais dos quatro Grand Slam: Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open. Em Roland Garros, venceu uma partida de Grand Slam e passou pela primeira rodada do tradicional torneio francês, algo que uma mulher brasileira não fazia há 25 anos. Em 2013, em um dos seus melhores momentos da carreira, Teliana chegou a aparecer no top 100 do tênis mundial, o que não acontecia desde a década de 90.

 

 

ESPORTES COLETIVOS

 

BASQUETE

O Brasil foi para o Mundial feminino de basquete, disputado na Turquia, no ano passado, com uma seleção renovada, mas com nomes experientes, como a armadora Adrianinha e a pivô Érika. O Brasil caiu em um grupo complicado, com Espanha, República Tcheca e Japão, mas chegaram até as oitavas de final. Mas não chegaram muito longe: as francesas encerraram a campanha brasileira nesta fase. A Federação Internacional de Basquete (Fiba) só deve definir se o Brasil terá direito a vaga nos Jogos do Rio no fim de junho: até lá, a seleção deve se preparar para ganhar o Pré-Olímpico, que acontece em agosto e dará uma vaga para as Olimpíadas de 2016 para o vencedor.

 

FUTEBOL

Vice-campeãs da última Copa do Mundo e medalhistas de prata dos Jogos Olímpicos de Atenas (2004) e Pequim (2008), as meninas do Brasil, lideradas pela camisa 10 Marta, cinco vezes melhor do mundo, perseguem a inédita medalha de ouro. Sob o comando do técnico Vadão, que assumiu a seleção feminina em abril de 2014, o Brasil foi hexacampeão da Copa América, do Torneio Internacional de Brasília, em dezembro e participou pela primeira vez da Copa Algarve, tradicional competição feminina que acontece em Portugal, terminando em sétimo lugar. As principais competições do ano para a seleção serão no Canadá: a Copa do Mundo feminina, entre junho e julho, e os Jogos Pan-Americanos de Toronto, no meio do mês de julho.

 

HANDEBOL

Depois do histórico título mundial, conquistado em 2013, a seleção feminina terminou a temporada passada vencendo o Torneio Internacional da Espanha, quadrangular que contou com a presença das seleções da Tunísia, Polônia e Espanha, além dos Jogos Sul-Americanos. Na Golden League, torneio com Noruega, França e Dinamarca, o Brasil acabou em último lugar. No ano pré-olímpico, as meninas da seleção vão defender o título, no Campeonato Mundial, que acontece no Catar, em dezembro, jogam o Campeonato Pan-Americano do handebol, em maio, em Cuba, e os Jogos Pan-Americanos, em Toronto.

 

HÓQUEI SOBRE GRAMA

A seleção feminina de hóquei sobre a grama dificilmente deve participar dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. A situação é complicada: o time não conseguiu classificação para o Pan-Americano, não atingiu o critério técnico mínimo para garantir a vaga destinada ao país-sede – que era aparecer entre os 40 primeiros do ranking mundial até o final do ano passado e não disputou a Liga Mundial por alegada falta de recursos. Além disso, a seleção não tem calendário para este ano.

 

 

NADO SINCRONIZADO

Luisa Borges e Maria Eduarda Miccuci

Com a saída de Lara Teixeira e Nayara Figueira depois de dois ciclos olímpicos, Luísa e Maria Eduarda foram escolhidas para compor o dueto olímpico brasileiro para os Jogos de 2016. A dupla é jovem: Luísa tem 18 anos e Duda, 19. Mas a parceria existe há seis anos, tanto no Fluminense, clube que defendem, quanto nas categorias de base da seleção. Na primeira competição juntas – o Aberto da Alemanha -, já apresentando a coreografia criada para o Pan de Toronto e os Jogos do Rio, as brasileiras terminaram em quarto lugar.

 

POLO AQUÁTICO

Desde a chegada do técnico canadense Patrick Oaten, há um ano, a seleção brasileira de polo aquático já alcançou uma inédita vaga na Superfinal da Liga Mundial, em Kunshan, na China, ficando em oitavo lugar no torneio, a prata na Copa Uana, classificatória para o Mundial de Esportes Aquáticos de Kazan, e foram campeãs sul-americanas de forma invicta, carimbando o passaporte para o Pan de Toronto.

 

RUGBY

A seleção brasileira feminina de rugby sevens, esporte que faz sua estreia olímpica em 2016, participou de todas as edições do Campeonato Sul-Americano. A supremacia das Tupis é ampla: as brasileiras são decacampeãs do continente, sem jamais ter perdido nenhum jogo na América do Sul. No circuito mundial – o World Series – o melhor resultado do selecionado nacional é o oitavo lugar, resultado que já se repetiu em duas etapas, uma das disputada em Barueri, no último mês de fevereiro. O Brasil já tem lugar garantido no Pan-Americano.

 

VÔLEI

Já garantidas nos Jogos de 2016 por serem representantes do país-anfitrião, as bicampeãs olímpicas entram como favoritas à terceira medalha dourada consecutiva. O primeiro título mundial escapou no ano passado depois da péssima partida diante das norte-americanas, o que rendeu uma derrota por 3 a 0 na semifinal. Na disputa pelo terceiro lugar contra a Itália, o Brasil venceram a Itália sem sustos. No Grand Prix, as meninas foram campeãs pela décima vez. Neste ano, a seleção joga o Sul-Americano, os Jogos Pan-Americanos e o Grand Prix.

 

 

VÔLEI DE PRAIA

Juliana/Maria Elisa e Larissa/Talita

Duas duplas brasileiras despontam na briga por medalhas olímpicas: Juliana e Maria Elisa venceram o circuito mundial em 2014, mas Larissa e Talita, que formaram parceria em junho do ano passado, engataram a maior sequência de vitórias seguidas da modalidade no país: foram 61 triunfos consecutivos no circuito brasileiro e mundial. Larissa e Talita conquistaram o título da temporada 2014/2015 por antecipação e Juliana e Maria Elisa foram eleitas o melhor time do ano.

 

 

 

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