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Crianças portadoras de autismo participam de atividades pedagógicas

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Autismo: um diagnóstico que exige atenção dos pais

Criado em 05/12/12 15h50 e atualizado em 06/12/12 10h43
Por Ana Elisa Santana Fonte:Portal EBC

Crianças - autismo
Pesquisa do Centers for Disease Control and Prevention que número de crianças com autismo está crescendo (Foto: Observatorio de la Infancia en Andalucía/Creative Commons)

Acompanhar o desenvolvimento dos pequenos é um dos maiores prazeres que os pais podem ter. Mas há algumas crianças que não seguem o mesmo ritmo que as outras da mesma idade em algumas características: demoram mais para começar a andar ou tentar subir nos móveis, ou não acompanham com os olhos quando alguém aponta um objeto, por exemplo.

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Esses podem ser alguns dos sinais do autismo, um transtorno de desenvolvimento que exige tratamento especial tanto dentro de casa como na escola. Não há estatísticas oficiais sobre o autismo no Brasil. Mas, para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, a estimativa é de que uma em cada 88 crianças seja autista, segundo pesquisa do Centers for Disease Control and Prevention (Centro de controle e prevenção de doenças do governo norte-americano). O número cresceu 23% em relação ao último levantamento, feito em 2009.

Segundo o professor doutor Carlos Aucélio, coordenador da unidade de neuropediatria da Faculdade de Medicina da UnB, o diagnóstico do autismo geralmente é feito após os cinco anos. Mas é possível identificar alguns dos sintomas antes desta idade. As crianças autistas geralmente têm atraso no desenvolvimento da linguagem, da coordenação motora, são hiperativas, excessivamente irritadas e têm uma dificuldade muito grande para interagir socialmente. Mas o autismo não é uma combinação de todos essas características. "Quando temos o quadro completo, o diagnóstico é mais fácil. Mas o mais comum é a criança ter um ou outro sintoma", explica o neurologista.

O autismo geralmente vem acompanhado de um comprometimento cognitivo, e por isso é importante que o transtorno seja identificado o quanto antes. "Normalmente, a autista é uma criança que não se comunica e não interage, e o diagnóstico é fundamental para que ela participe de um processo de ensino especial", afirma Carlos Aucélio.

Criança - autismo
O autismo geralmente vem acompanhado de um comprometimento cognitivo, e por isso é importante que o transtorno seja identificado o quanto antes (Foto: Observatorio de la Infancia en Andalucía/Creative Commons)

A forma branda do autismo, também configurada como transtorno de desenvolvimento, é chamada Síndrome de Asperger. As crianças e adultos que têm a síndrome, em geral, não têm comprometimento cognitivo, de acordo com o neurologista. "O paciente pode levar uma vida normal, estudar, fazer faculdade. Mas ele tem uma dificuldade para interagir. Muitas vezes é confundido com timidez", conta Aucélio.

Para conseguir identificar o autismo, os pais devem procurar médicos da área de saúde mental, como neuropediatras ou psiquiatras. Mas o tratamento é feito de forma multidisciplinar: precisa tanto dos médicos quanto de profissionais como psicólogo, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo e fisioterapeuta. De acordo com a Associação de Amigos do Autista, há três métodos mais utilizados para ajudar a desenvolver a pessoa com autismo:

- TEACCH (Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handcapped Children): um programa estruturado que combina diferentes materiais visuais para organizar o ambiente físico através de rotinas e sistemas de trabalho, de forma a tornar o ambiente mais compreensível, esse método visa a independência e ao aprendizado.

- PECS (Picture Exchange Communication System): um método que se utiliza figuras e adesivos para facilitar  a comunicação e compreensão ao estabelecer uma associação entre a atividade/símbolo .

- ABA (Applied Behavior Analysis): analise comportamental aplicada que se embasa na aplicação dos princípios fundamentais da teoria do aprendizado baseado no condicionamento operante e reforçadores para incrementar comportamentos socialmente significativos, reduzir comportamentos indesejáveis  e desenvolver habilidades.

 

Creative Commons - CC BY 3.0

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