Digite sua busca e aperte enter


Parque nacional do Caparaó (MG)

Imagem:

Compartilhar:

Parques nacionais lutam contra ameaça de retrocesso no processo de regularização

Criado em 12/06/13 05h57 e atualizado em 12/06/13 07h57
Por Carolina Gonçalves Edição:Marcos Chagas Fonte:Agência Brasil

Parque nacional do Caparaó (MG)
No Bioma Mata Atlântica em Minas Gerais, o Parque Nacional do Caparaó. (ICMBio / icmbio.gov.br)

Brasília - Enquanto algumas unidades de conservação (UCs) ainda iniciam o processo de regularização, outros parques nacionais (Parnas) do bioma Mata Atlântica lutam contra a ameaça de um retrocesso. No extremo sul da Bahia, o Parna do Descobrimento está praticamente todo regularizado. A unidade tem pouco mais de 2 mil  hectares, dos mais de 26 mil hectares em situação pendente. A maior parcela irregular representa uma área que foi integrada ao parque no ano passado pelo governo federal.
 
Apesar do cenário mais consolidado, a administração da unidade convive diariamente com pressões de indígenas e assentados que vivem no entorno do parque. “Os índios [pataxós] querem retomar parte da terra, mas a Funai [Fundação Nacional do Índio] está trabalhando nos estudos para verificar se essa terra pertence a eles. Vamos ter que achar um meio termo”, disse Aristides Neto, chefe da unidade, biólogo e analistas ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Leia mais:

ICMBio adquire imóveis em parques nacionais e amplia processos de regularização

Pouco mais de 60% dos parques nacionais têm planos de manejo em execução

Mais da metade dos parques nacionais ainda estão irregulares


 
Ainda sem a solução para o impasse, Aristides conta que o foco da administração, no momento, é a estruturação da sede da unidade. Até hoje, o parque criado em 1999 não tem um prédio administrativo e um centro de visitantes.

“Em mais um ano teremos essas obras em conclusão. A estrutura vai ajudar a diminuir os impasses que hoje enfrentamos. Já tivemos problemas com incêndios, por exemplo”, explicou.
 
A caça praticada por assentados e índios com armas improvisadas também tem ameaçado as espécies encontradas na unidade. Aristides Neto destacou que o Parna guarda uma das três últimas manchas de Mata Atlântica na Bahia, além dos Parnas do Pau-Brasil e do Monte Pascoal. Segundo ele, o Descobrimento é a unidade mais preservada por abranger área ocupada por uma madeireira internacional que deixou o terreno no final dos anos 1990.
 
“As áreas no entorno viraram pastos e fazendas. Até hoje ainda temos retiradas clandestinas de madeira na área do parque, mas em pequena escala e estamos trabalhando para mostrar a importância do parque para a comunidade”, concluiu o biólogo.

 

 

Edição: Marcos Chagas

 

Creative Commons - CC BY 3.0

Dê sua opinião sobre a qualidade do conteúdo que você acessou.

Para registrar sua opinião, copie o link ou o título do conteúdo e clique na barra de manifestação.

Você será direcionado para o "Fale com a Ouvidoria" da EBC e poderá nos ajudar a melhorar nossos serviços, sugerindo, denunciando, reclamando, solicitando e, também, elogiando.

Denúncia Reclamação Elogio Sugestão Solicitação Simplifique

Deixe seu comentário