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ICQ usa apelo emocional para voltar ao mercado, diz especialista em cibercultura

Criado em 18/07/14 12h11 e atualizado em 18/07/14 15h56
Por Leyberson Pedrosa e Amanda Cieglinsk Fonte:Portal EBC

Orkut
Creative Commons - CC BY 3.0 -

Fim do Orkut e volta do ICQ, Quem acompanha as tendências da internet se depara, normalmente, com o fim ou a volta de ferramentas de redes a todo o momento. Para debater esse tema, o programa Ponto Com Ponto BR desta segunda-feira (14) (exibido nas Rádios Nacional AM de Brasília e Rádio MEC) conversou com o professor da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Marco Bonito.

Leia também: "O Brasil chegou nas redes pelo Orkut", diz criador de petição contra o fim da rede

Especialista comunicação digital, e cibercultura, o professor analisou quais seriam os motivos dessas idas e vindas. Confira a entrevista:

Orkut x Facebook

Ponto Com Ponto Br: As redes sociais aparecem e desaparecem a toda hora. Será que há um prazo de validade para todas elas?

Marco Bonito: Estamos em uma semana nostálgica. O prazo de validade está associado mais ao que os seus amigos fazem dessa rede. O fim do Orkut, por exemplo, começou quando os nossos amigos resolveram mudar para o Facebook.

P: Mas qual foi o motivo desse êxodo do Orkut?

Marco: O Orkut pisou na bola em relação à estética com aquelas musiquinhas automáticas, gifs animados que pulavam na tela, além da timeline que virou uma zona. Esse monte de escolhas equivocadas incentivou à migração para o Facebook.

P: Mas essa migração já acontece no Facebook também?
Marco: Em uma palestra, falei para outros professores. Nossos alunos estão saindo do Facebook porque nós entramos, porque eles não querem estar conosco, com os nosso pais etc. Assim, eles encontram outras redes não muito usadas. Parece ser um movimento natural.

P: O forte do Orkut eram ou são suas comunidades. Existe alguma tendência que possa caracterizar as novas redes sociais?

Marco: Quem é viúvo do Orkut até hoje reclama que o Facebook não oferece a mesma lógica de  de comunidade. Se o Facebook tivesse criado os grupos com mais cara de fórum, talvez agradasse mais os usuários.

P: Existirá um substituto que passe a valer o mesmo tanto que o Facebook?

Marco: É preciso diferenciar o sucesso da rede do seu valor comercial. O Facebook entrou nas Bolsa de Valores no ano passado e foi um fracasso. A gente acha muito legal a rede, mas na hora de por o dinheiro, a coisa muda de figura.

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ICQ x Whatsapp

P: Recentemente, o ICQ anunciou que vai voltar e para celular também. Ela conseguirá competir com o Whatsapp?

Marco: O auge do ICQ aconteceu quando ela era uma empresa israelense e tinham conseguido juntar um número de pessoas significativo em um comunicador instantâneo. Só começou a perder espaço pro MSN porque o software da Microsoft passou a vir instalado nas máquinas. Hoje, o ICQ busca uma brecha no mercado do Whatsapp. Ele resolveu ressuscitar a base de dados dos usuários que tem.

P: Será que as pessoas vão conseguir resgatar o seu usuário no ICQ?

Marco: Olha, antes da entrevista, eu fui ver a que pé estava pois nem lembrava o meu número. Quando fui resgatar, o sistema me dava exemplo do e-mail zipmail, por exemplo? Eles vão ter dificuldade nesse sentido. Mas eles estão apelando mais para algo emocional, porque o barulinho é inconfundível.

Ouça a entrevista completa aqui:.

Creative Commons - CC BY 3.0 -
Creative Commons - CC BY 3.0
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