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Autor de livro sobre o caso ET de Varginha contesta investigações

Criado em 19/01/16 10h18 e atualizado em 19/01/16 12h07
Por Leyberson Pedrosa Fonte:Portal EBC

Em entrevista ao Portal EBC, o autor do livro “Varginha: Toda Verdade Revelada”, Marcos Petit, comentou sobre os apontamentos que a obra traz 20 anos depois do incidente em Varginha. Na entrevista, Petit questiona a atuação do Exército e cita ter depoimentos guardados em sigilo que comprovariam sua tese. (Conheça as versões da história, clicando aqui)

Escritor Marcos Petit, autor de Varginha: Toda a Verdade Revelada
Ufólogo, Marcos Petit acompanha o caso do ET de Varginha desde o início

O senhor acompanhou desde o início as movimentações em Varginha após os primeiros relatos de Ovnis e da criatura. Como foi possível descartar a hipótese de que os moradores não teriam visto, na verdade,  algum animal desconhecido ou com alguma deformação, mutação ou mutilação?

Em primeiro lugar, não é uma questão de apenas uma entidade ou criatura, como a maioria ainda acredita, ou ouviu falar mediante a mídia não especializada.  O grupo principal de pesquisadores formado inicialmente pelo Dr. Ubirajara Rodrigues, Vitório Pacaccini, Claudeir Covo e minha pessoa, não só tomou conhecimento e investigou o caso do avistamento de uma criatura de padrão totalmente apartado de tudo que conhecemos aqui na Terra, descrita em detalhes pelas irmãs Liliane e Valquíria Silva, além da amiga Kátia Xavier, como de outros depoimentos de civis, e mesmo de militares do Exército, do Corpo de Bombeiros de Varginha, e de membros da Polícia Militar de Minas Gerais, que descreveram o contato, e a captura de seres exatamente iguais aos reportados pelas “meninas do caso”, cujos depoimentos deram origem a pesquisa.

As três mulheres que avistaram o ser no terreno baldio relataram recentemente para programas televisivos que não podem afirmar que se tratava de um ser extraterrestre, mas sim de algo que não tinha características humanas. Quais são os outros elementos que comprovam a manifestação de um ser extraterrestre? O livro reforça esses elementos com algum indício ou prova mais contundente?

O que as primeiras testemunhas do caso relataram recentemente não é novidade para qualquer um dos pesquisadores envolvidos com a história.  Desde os primeiros depoimentos fornecidos inicialmente ao pesquisador Ubirajara Rodrigues, elas garantiram,que o que haviam visto “não era nem homem, nem animal”.  Chegaram mesmo a pensar no diabo, quando apavoradas com o que viram fugiram em direção de casa. Não cabia a elas, até porque não tinhal qualquer conhecimento sobre o assunto, declararem a  natureza extraterrestre da entidade.

A interpretação ufológica não só para o episódio que envolveu as “meninas”, mas também em relação as outras testemunhas civis e militares, vem do fato não só das descrições detalhadas sobre esses seres, como da existência também de outros depoimentos, mais uma vez de civis e militares, contrários às operações de acobertamento, que fazem referência de início a uma grande onda de aparições de UFOs na região, no meio da qual um desses teria se acidentado e caído em um dos pastos da fazenda Maiolini, situada entre as cidades de Três Corações e Varginha.

Ainda na linha de descartar hipóteses, os moradores relataram terem avistado um Ovni caindo na região. A operação militar não poderia estar tentando acobertar algum tipo de experiência militar como algum tipo de drone ou nave até então desconhecida?

Para levar em consideração essa possibilidade, eu teria que ignorar uma série de informações e detalhes do caso que foram checados, comparados entre si, oriundos de testemunhas que não se conheciam, tanto da área civil, como militar, incluindo os depoimentos que fazem menção entre outros detalhes a passagem de uma das criaturas capturadas por dois hospitais da cidade, onde aparentemente foi feito todo o possível para manter esse ser com vida, antes de seu falecimento no Hospital Humanitas.

O seu livro lançado em 2015 traz informações exclusivas sobre o desdobramento do caso baseado em diferentes depoimentos militares e civis. Além desses depoimentos, há algum elemento material de posse dos ufólogos, do Exército ou de outra autoridade que possa comprovar a existência de vida extraterrestre?

 

Livro de Marcos Petit

Livro revive 20 anos do caso ET de Varginha na perspectivas de testemunhas e ufólogos

A questão da comprovação da existência de vida extraterrestre não é há muito tempo ligada ao problema das evidências, mas sim do rompimento de um processo de acobertamento mundial não só da presença alienígena em nosso planeta, como ainda por todo o nosso sistema solar.  A maior parte da humanidade ainda não possui a menor noção que, apesar de oficialmente a NASA não ter encontrado nenhuma evidência definitiva de vida extraterrestre em qualquer parte, seus sites hoje estão repletos de imagens de UFOs, sinais de vida fossilizada e de ruínas de uma antiga civilização que existiu em Marte, etc.  Isso parece ficção, mas não é. E a divulgação nos arquivos de imagens da agência espacial desse tipo de material faz parte do processo gradual de retirada do acobertamento. 

Em janeiro, o caso “ET de Varginha” completa 20 anos. Depois de todo esse tempo, o senhor acredita que os brasileiros ainda querem explicações mais detalhadas do fato ou já aceitaram deixar a figura do ET fazer parte do imaginário brasileiro como seres extraordinários?

Não existe uma resposta única para essa questão, pois como acontece em nosso país e por todo o planeta, existem pessoas com os mais variados níveis de informação. Toda e qualquer pessoa que possua conhecimentos básicos de ciência, que já tenha investigado o fenômeno UFO, sabe de sua realidade e natureza extraplanetária. Não é uma questão de crença e sim de ter informação ou não.  Entre as testemunhas dessa realidade, temos hoje pessoas das mais variadas qualificações técnicas ou acadêmicas. Entre essas testemunhas estão astronautas dando depoimentos públicos, pilotos da aviação civil e militar, físicos,químicos, biólogos, etc.  Já outras pessoas, ou membros de nossa sociedade, independentemente de suas formações, por não terem se informado adequadamente em relação a tudo que foi pesquisado sobre os acontecimentos no Sul de Minas Gerais, continuam vendo a história sobre o prisma humorístico ou dentro de um aspecto realmente folclórico.  Mas o que tenho verificado é que o número de pessoas informadas em geral não só sobre o caso foco dessa entrevista, mas em termos da realidade daquilo, que se convencionou chamar de fenômeno UFO, é cada vez maior.

De certa forma, o caso “ ET de Varginha” ajudou a construir a própria ideia de como os brasileiros imaginam a figura de um extraterrestre. Na sua opinião, como fazer para que o tema continue despertando a curiosidade da população com um olhar de seriedade em vez de um olhar apenas folclórico?

Apesar da importância do caso e de sua repercussão, a tipologia das entidades observadas, e em parte capturadas no sul de Minas, não serviu para essa finalidade. Ou seja, definir o padrão de como seriam os seres extraplanetários, até porque as formas estudadas dentro da ufologia são bem variadas e os seres do caso aqui em foco estão longe de representarem um padrão majoritário não só dentro da ufologia em nosso país, como no exterior.

Em relação à segunda parte da pergunta, o importante é demonstrar como tive o privilégio de fazer em meu mais recente livro, o primeiro que escrevi inteiramente dedicado ao Caso Varginha, como o Exército que esteve desde o primeiro momento no comando das operações ligadas ao incidente, apesar do envolvimento como já revelei dos Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar de Minas Gerais, produziu várias informações totalmente falsas para tentar explicar de uma maneira convencional, e em termos terrestres, os acontecimentos verificados na região. 

A partir de uma campanha dos ufólogos que o senhor participou, o Brasil teve acesso público ao inquérito das Forças Armadas de 1997 que afirmou que não houve nenhum tipo de atividade extraterrestre e que o ET visto tratava-se de  um morador da região. Mesmo com esse inquérito disponível, houve e há uma grande demanda de solicitações dos cidadãos, principalmente por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), por informações públicas do Exército, Marinha e Aeronáutica por registros de ovinis, ETS e comportamentos não-humanos. O senhor acredita que essa busca é reflexo da descrença na conclusão do inquérito oficial ou por falta de acesso do mesmo?

Um dos pontos mais objetivos de meu livro é a análise do Inquérito Policial Militar, que apesar de não ter sido produzido para estabelecer se o Caso Varginha seria algo ou não de natureza ufológica, teve que enfrentar a questão. Na realidade sua instauração no início de 1997 pelo então comandante da Escola de Sargento das Armas - ESA, General de Brigada Sérgio Pedro Coelho Lima, tinha por objetivo oficialmente falando, conforme pode ser vislumbrado em seus autos com facilidade, a verificação da existência de ilícito penal, ou seja crime, nas declarações dos autores do livro “Incidente em Varginha”, do pesquisador Vitório Pacaccini, que teve como coautor o escritor e editor Maxs Portes.  Pacaccini foi inocentado de qualquer crime, mas os autos desse IPM, conforme demonstrei em meu livro, dedicando um capítulo específico a ele, estão repletos de irregularidades.  Para desvincular os fatos de domínio público desde 1996 divulgados pela mídia, o Exército com a ajuda dos principais envolvidos na época dos fatos com as operações de acobertamento, modificou profundamente a história real do caso, para manipular a verdade. Os fatos mais absurdos estão justamente ligados à adulteração das condições em que teria ocorrido o avistamento do estranho ser por Liliane,Valquíria e Kátia Xavier.  

Para o Exército, conforme pode ser vislumbrado na solução e conclusão do IPM, “as meninas” do caso teriam tido contato na realidade com um deficiente físico e mental, morador da cidade, conhecido como “Mudinho”.  Para começar elas conheciam esse morador e jamais iriam descrever o referido personagem da forma que fizeram em relação a criatura.  Segundo elas, a entidade de aspecto assustador possuía baixa estatura, uma cabeça desproporcional em relação ao corpo, de porte avantajado.  Na parte superior craniana, segundo elas, existiam três protuberâncias, ou ondulações. Os olhos eram grandes, saltados e vermelhos, sem pupilas aparentes. Não notaram a presença de uma boca.  Os membros, pernas e braços eram frágeis, e os pés, como a cabeça, muito grandes se comparados ao tamanho do corpo.  A cor da pele era marron e havia principalmente nos ombros, veias saltadas, visíveis com facilidade.  Como elas teriam sido capazes de confundir uma criatura com essa tipologia, com um ser humano, mesmo que deficiente?

Por fim, como o senhor imagina como será o nível de acesso de informações sobre Ovnis no Brasil e no mundo no futuro? Exemplo, daqui a 80 anos, quando o caso ET de Varginha completar 100 anos, a população estará mais madura para lidar com possíveis fenômenos extraterrestres, ainda mais com o fato de que a própria ciência passou a mostrar evidências ou condições de vida em outros planetas?

Não precisamos pensar em 80 anos.  Existem muitos sinais que podemos estar a beira de acontecimentos definitivos, que podem de uma hora para outra implodir todo o processo de acobertamento não só sobre o Caso Varginha, mas em relação a questão da vida extraterrestre em termos gerais. 


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